Cuidado bajo demanda
precariedad, plataformización y uberización del trabajo psicológico
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https://doi.org/10.20336/rbs.1133Palabras clave:
plataformización del cuidado, uberización, precariedad, neoliberalismo, ética profesionalResumen
Este ensayo problematiza la expansión de las plataformas digitales para la atención psicológica, considerando sus implicaciones para la práctica profesional, la salud mental de los trabajadores y el concepto mismo de cuidado. Argumenta que la plataformización transforma el trabajo clínico en una actividad precaria y mercantilizada, sujeta a lógicas algorítmicas y evaluaciones continuas de los usuarios, a la vez que transfiere la responsabilidad del éxito profesional al individuo. El análisis destaca cómo esta dinámica debilita los vínculos terapéuticos, compromete la singularidad de los procesos clínicos e intensifica las desigualdades de género y raciales, especialmente para profesionales que se encuentran al inicio de sus carreras o pertenecen a grupos minoritarios. Además, el texto discute las tensiones éticas y epistemológicas de este modelo, que subordina la escucha clínica a métricas de desempeño y consumo inmediato, ignorando la complejidad del sufrimiento humano y las dimensiones relacionales de la psicoterapia. Al destacar estas transformaciones, el artículo propone una reflexión crítica sobre los desafíos políticos y profesionales impuestos a la psicología frente a la plataformización y el avance del autoemprendimiento, apuntando la necesidad de resistencia colectiva y prácticas éticas comprometidas con el cuidado y la dignidad de las personas.
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