https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/issue/feed Revista Brasileira de Sociologia - RBS 2024-04-13T05:45:41-07:00 Regina Vargas rbsociologia@sbsociologia.com.br Open Journal Systems <p>A <em>Revista Brasileira de Sociologia</em> - RBS é o periódico científico da Sociedade Brasileira de Sociologia. Lançada em 2013 e com periodicidade quadrimestral desde 2017, a revista tem como propósito divulgar e aprimorar a produção sociológica brasileira e internacional resultante de pesquisas originais e inéditas na área da Sociologia e das Ciências Sociais sobre as sociedades contemporâneas. A RBS se dirige ao público acadêmico e científico especializado, bem como ao público mais amplo interessado no debate sociológico. </p> <p>O escopo da <em>Revista Brasileira de Sociologia</em> inclui artigos de natureza acadêmica e didática, que apresentem reflexões teóricas originais e resultados de pesquisa empírica sobre temas relevantes para a sociologia contemporânea.</p> https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/900 Participação política de estudantes cotistas em universidades federais brasileiras 2022-11-26T19:14:00-08:00 Rita de Cassia Soares de Souza Bueno rcsbueno20@yahoo.com.br Neusa Chaves Batista neuchaves@gmail.com <p>O artigo apresenta um estudo de caso comparado em educação que investiga o envolvimento de estudantes cotistas na construção da política afirmativa em duas universidades federais. Utiliza o recurso metodológico da análise de conteúdo para examinar textos político-normativos, bem como entrevistas semiestruturadas realizadas com gestoras e gestores da macroestrutura universitária e com estudantes que são foco da política. Dá ênfase analítica às diferentes esferas de participação de estudantes cotistas nas universidades públicas. O arcabouço teórico-conceitual envolveu teorias de justiça social e decoloniais que, com intersecções, respaldam possibilidades de leitura ampliada sobre questões educacionais de ordem estrutural. Os resultados apontam que, nas duas universidades analisadas, as/os estudantes cotistas apresentam um protagonismo histórico ao lutarem e tensionarem por mudanças estruturais na busca por seus direitos. Desde a presença até as atuações organizadas, produziram avanços para a decolonização das estruturas institucionais reprodutoras de desigualdades sociais no campo acadêmico.</p> 2024-04-13T00:00:00-07:00 Copyright (c) 2024 Rita de Cassia Soares de Souza Bueno, Neusa Chaves Batista https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/937 Deslocamentos para trabalho e lazer 2023-11-20T04:17:50-08:00 Irapuan Peixoto Lima Filho irapuanpeixoto@yahoo.com.br <p>Neste artigo analisamos a mobilidade urbana de Fortaleza, Ceará, a partir dos deslocamentos para trabalho e lazer através de um <em>survey</em> realizado <em>online</em> em 2022 com 522 residentes da cidade e sua região metropolitana. O objetivo era entender como se dão os fluxos (origem/ destino) dos sujeitos e relacioná-los aos indicadores sociais, buscando compreender como a infraestrutura urbana disponível (incluindo o sistema de transportes e a oferta de vagas ou equipamentos) impactam nesses deslocamentos. A análise foi estratificada nas 12 Secretarias Executivas Regionais na qual a cidade está dividida e se percebeu diferenças significativas, criando a distinção entre a zona leste, dotada de melhor estrutura e o cinturão oeste-sul com maior vulnerabilidade, o que influencia as jornadas laborais e de lazer. No deslocamento para o trabalho, os usuários de automóveis particulares precisaram de menos tempo do que os do transporte público, e os bairros do leste foram os maiores destinos laborais, o que obriga aos residentes das periferias a longas jornadas diárias. Quanto ao usufruto do lazer no próprio bairro, a diferença entre leste e oeste chegou a 50 pontos percentuais, indicando menor oferta de equipamentos e menor frequência para estes residentes. Os locais de diversão mais frequentados estavam na zona leste e apesar dos residentes do lado oeste também os frequentarem, se concentraram principalmente em sua própria vizinhança. A segregação para o lazer também se deu dentro da periferia, com os residentes do sul não frequentando os espaços do oeste, apresentando uma cidade marcada por desigualdades e segregações.</p> 2024-04-23T00:00:00-07:00 Copyright (c) 2024 Irapuan Peixoto Lima Filho https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/982 O Museu da Casa Brasileira entre legitimidade cultural e boa-vontade democrática 2024-01-13T06:13:47-08:00 Juliana Cristina Shiraishi juliana.shiraishi@gmail.com Carolina Martins Pulici carolina.pulici@unifesp.br <p>Este artigo investiga como o Museu da Casa Brasileira, situado no antigo solar de um casal da elite paulistana, atende às demandas contemporâneas de “democratização cultural”. Se, no momento de sua fundação, o museu hesitou entre priorizar o mobiliário artístico representativo das classes dirigentes e, inversamente, as peças de valor histórico e antropológico emblemáticas de todos os grupos sociais do país, pode-se dizer que tal impasse se mantém operante até os dias atuais. A análise de documentos institucionais e de entrevistas com os responsáveis pelos principais setores da instituição revela uma política cultural dualista: ao promover tanto o design “erudito” valorizado pelo público cultivado quanto o referencial cotidiano da casa prezado por visitantes não versados em arquitetura doméstica, o MCB preserva sua legitimidade no universo dos <em>experts </em>e, a um só tempo, sinaliza sua “boa-vontade democrática”.</p> 2024-04-23T00:00:00-07:00 Copyright (c) 2024 Juliana Cristina Shiraishi, Carolina Martins Pulici https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/986 O Movimento dos Povos Originários Indígenas no Brasil 2024-02-07T10:30:42-08:00 Maria Gloria Gohn mgohn@uol.com.br <p>O artigo focaliza os povos originários indígenas do Brasil e as lutas pela sobrevivência em seus territórios e por sistemas de controle jurídico democráticos, que garantam direitos já previstos ou a se adquirir nas vias constitucionais. São analisados dois momentos da trajetória: a década de 1970 até 1988 – com seus atores, lutas, apoios e conquista de direitos na Carta Magna; e o período de 2020 a 2023, quando se retoma a questão do Marco Temporal no plano das políticas públicas para a demarcação das terras indígenas e os embates e pressões sobre os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. O artigo apresenta fatos e narrativas sobre a tensão constante entre os atos de resistência e os ataques às comunidades dos povos indígenas, e a busca de apoios institucionais. A questão teórica diz respeito ao papel que a identidade étnica-cultural adquire nos últimos anos na luta dos movimentos sociais dos povos originários. Trata-se de uma luta humanitária, com inúmeras frentes, visando resistir para existir. Destacam-se o reconhecimento de saberes milenares desses povos sobre o meio ambiente e a sua biodiversidade e o protagonismo de mulheres e jovens indígenas nas lutas dos movimentos. </p> 2024-04-23T00:00:00-07:00 Copyright (c) 2024 Maria Gloria Gohn